domingo, 26 de abril de 2009

Quem?!

Era uma reunião sobre Leonardo da Vinci, um dos maiores pensadores que já existiram. Estávamos discutindo o seu lado interdisciplinar, como ele aplicava conhecimentos de várias áreas em suas empreitadas, desde a engenharia até a biologia, e comentando a exigência de que uma pessoa "tem que se focar em uma coisa só", como disse um colega.

A alguns coube a tarefa de expor um slide já apresentado antes, mas desta vez, entre nós. A outros, a tarefa de iniciar e formentar um debate sobre o que tinha sido apresentado. Eu fazia parte do grupo dos "outros".

Enfim, tudo saiu normalmente, ou seja, como já pensávamos, como já prevíamos; mas um discurso de uma das debatedoras chamou a atenção... para logo depois tirá-la em meio das risadas.

-- É importante que a gente siga o exmplo do Leonardo da Vinci, porque ele não se pôs limites quando queria fazer alguma coisa... ele não separava conhecimentos para aplicar eles depois. É esse caráter da interdisciplinalidade que a gente deve levar.

Todos escutando e assentindo.

-- Acho que hoje nascem muitos leonardos da vinci... muitos não são vistos e acho que devemos criar ambientes para que essas pessoas possam desenvolver as suas habilidades. Tem muita coisa boa por aí. E... é mais fácil nos tempos de hoje, que estamos numa era da informação, com a internet pra ajudar. Era mais difícil no tempo do Leonardo da Vinci... porque não havia estímulos, ao contrário, ele era perseguido pelo o que fazia... mas é isso, é importante que a gente siga o exemplo do Leonardo.... de Caprio!

-- O quê?! Leonado de Caprio?! HaahAHah!! (um amigo que estava no meu lado)
-- HAhaHAhaHA!! (o restante)
-- Ops... Leonardo da Vinci!... (a debatedora)

A reunião terminou sob um descontraído ambiente. Enfim, é bom errar nessas horas, às vezes é bom que venha uma completa transformação no ambiente, até para nos tornar mais vivos.

sábado, 28 de março de 2009

Do justo e do injusto

É engraçado como os conceitos de certas coisas mudam ao longo do tempo. Alguns lentamente, outros com uma velocidade assustadora. Mas essa mudança de significado é percebida, mais cedo ou mais tarde. Algumas vezes, de uma forma bem surpreedente...


-- Foi azar o Will tirar essa nota em Economia. (Um amigo meu)
-- É, mas já foi, não adianta se lamentar por isso. (Eu)
-- Queria o quê? Tu pedes para anotar as questões e depois vai embora, levando as minhas questões. Não tinha como fazer o trabalho! (O "injustiçado" amigo meu)
-- Tuas questões? Apenas pedi um papel para anotar as questões porque não tinha papel comigo, não sabia que tu também não tinhas. Para mim, as questões eram minhas e nada mais. Foi o que falei. Depois fiz o meu trabalho.
-- É, mas tu tinha que ter me dado as questões pra fazer o meu trabalho. Como ia fazer o trabalho sem as questões?
-- Tu não me falaste nada no dia.
-- E tinha que falar? Eu queria as questões!
-- Bem, agora que o trabalho do Will foi copiado, não adianta fazer nada (O que iniciou a conversa).
-- É... agora tu tá me devendo dois conceitos! As resenhas que te mandei e o trabalho que copiastes.
-- Apenas um, o das resenhas. O do trabalho não. Analisa a situação: tu pega as minhas questões, some com elas e fico sem fazer o meu trabalho. Nada mais justo que eu pegar o teu e tirar o meu trabalho do teu. (Queria conhecer essa lógica...)
-- Aham, chamas isso de justo. Queria saber o que injusto pra ti.
-- Injusto é tu pegar as minhas questões sumir com elas.
-- As questões não eram tuas.
-- Mas o papel era. Era uma questão de lógica, meu papel, minhas questões. Estamos empatados agora.
-- Eu pedi emprestado o papel.
-- Mas era meu.


Bem, como o mundo muda, e os significados também.