quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Um espaço, uma boa tarde, e mais...

Sou agraciado com a possibilidade de poder, quase sempre quando quero, chegar perto do rio e ficar a olhar para ele pensando nas boas ações que fiz (poucas), nas coisas que não fiz (algumas) e principalmente, nas mancadas que acabam saindo da minha pessoa (essas... não chegam a ser muitas, apenas 98%...).

Bem, nesse espaço, que mais se assemelha a uma praça, pode-se ver muita coisa, desde os casais apaixonados até coisas mais inesperadas, com moleques que ficam olhando as garças de uma forma um tanto animalesca... enfim, várias observações podem ser feitas deste ambiente aparentemente comum. Na verdade, o lugar até é comum, cabe a nós tornamos o que tocamos, o que vemos, diferente.

Certo dia, estava lá, pensando em várias coisas, depois de ter lido uns textos. O rio estava indo no seu curso, a tarde estava boa, dava para ter um bom descanso. Só não havia pássaros cantando, pais com filhos brincando e cachorros correndo atrás de discos jogados pelos seus donos (Já pensou?) . Só havia um arco-íris, que foi desaparecendo.

É engraçado como o ser humano tem uma capacidade de socialização grande. Havia um rapaz que estava sozinho, olhando para o rio, de repente passou um grupo perto dele e, pela expressão que demonstrou, ele pensou em conhecer esse grupo. Chegou com eles, se apresentou, e interagiu com eles. No final, saiu bem na foto, houve uma forte interação entre ele e o grupo.

Até o guarda estava conversando, o que é difícil. Tentei aproveitar essa tarde, pois, depois de pouco tempo, haveria um debate político neste dia, e sabia que iria ser uma coisa chata. Fiquei sentado, ouvi música (tanto as minhas como as das caixas de som do debate que iria acontecer) e observei os comportamentos socias que aconteciam entre eles. Vendo as pessoas interegindo de uma forma tão harmônica, acabei me lembrando daquelas que não têm possibilidade para isso, seja porque trabalham ou fazem algo que as impeça, é uma pena.

Vi um cachorro se esfregando na grama.

Ficou um bom tempo fazendo isso, estava tentando eliminar uma coceira, mas estava se sentindo bem.
Ele, na eliminação de um problema, estava se sentindo legal. Pensei em muitas pessoas que apenas resolvem problemas para que eles apenas sejam eliminados, não há uma aprendizagem no processo. Não se saem satisfeitas.

O cachorro, depois disso, se levantou. Tive a vontade de chamá-lo, mas deixei que ele tomasse o seu curso, ele passou perto de mim, parou um pouco para olhar para as àrvores, e foi embora, tranquilo, ignorando o que deixou para trás.

Estava criando um receio do barullho que estava acontecendo pelas caixas de som, mas apenas arrumei as minhas coisas, me preparei para ir para casa, e saí, calmo, não deixando que pequenas coisas me irritassem, deixando-as para trás.

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